Opinião: BADASS RPG - o RPG FODÃO!


Diogo Augusto, tradutor e diagramador:

Eu sempre fui daqueles que não se encanta pelo óbvio. De filmes, jogos, à músicas e sabores de sorvete (pistache manda!). Quando ingressei no mundo do RPG não poderia ser diferente. Enquanto meus amigos se embrenhavam pelos mundos de espada e feitiçaria, eu jogava jogos em futuros distópicos ou com robôs gigantes ou com cavaleiros sem cavalo que invocam seus poderes de constelações, ou uma amalgama de tudo isso.

O tempo foi passando e desejei ir mais a fundo no mundo do RPG, decidindo que seria um tradutor. Mais uma vez, meu gosto mais excêntrico me guiava, me afastando do que é mais comum. Até que, por um acaso daqueles que parece mentira, me cabe escolher traduzir o produto de uma editora. Mal a página carrega, me deparo com um RPG, escrito em caixa alta “BADASS”. Nem me dei ao trabalho de olhar o restante dos títulos, vocês já devem imaginar o que aconteceu...

Lendo as notas do autor me identifiquei por completo na hora. Quem nasceu nos anos 80 sabe o que é passar suas tardes sentado em frente a uma TV de tubo, assistindo obras nada politicamente corretas sobre homens fortes emanando testosterona matando pessoas sem o menor motivo. Historias sobre uma virilidade fictícia, tão exagerada que beirava ao ridículo, mas que funcionava.

BADASS, que com a localização passa a se chamar FODÃO, é sobre isso. Atitude, suor, virilidade, porradaria, falta de noção e diversão descompromissada. Nunca em minha vida vi um RPG com tão poucas regras que passasse tão bem a atmosfera do cenário. FODÃO transpira os anos 80/90 onde a essência não é sobre ser o mais preciso, não é sobre ser o mais estratégico, é sobre ter atitude e ser fodão (ou fodona, claro!).

Traduzir FODÃO foi um prazer impossível de narrar. O autor é direto ao ponto. O livro te lembra o tempo todo a que veio, qual sua proposta. Rápido, sem lenga-lenga e otimizado em seu conteúdo. Espero que vocês tenham tanto prazer em ler e jogar FODÃO quanto foi para mim traduzi-lo.


Paulo Henrique, revisor e editor:

Quando o Diogo falava empolgadamente sobre esse RPG, eu pensava que de certa forma ele estava exagerando, pois Diogo é meu amigo, e ele é um cara muito empolgado. Mas quando comecei a revisar a tradução, já me deparei com a seguinte frase:

FODÃO não é um jogo que você pode tentar compreender usando a lógica. Na verdade, FODÃO chuta a lógica na cara, torce seu braço para trás das costas e a faz chorar pela mãe. Chutou uma porta corta-fogo de metal reforçada com dobradiças e tudo? FODÃO! Parou um tiro com os dentes? FODÃO! Cortou um tanque Abrams ao meio com sua katana? FODÃO! Isso faz sentido? NÃO! Tem que fazer? DE JEITO NENHUM!

E é sobre isso! Um jogo com um sistema rápido, com poucas regras que pudesse servir como uma sátira à natureza absurda do gênero de filmes de ação.

Um jogo onde um Mestre cansado e exausto pudesse pegar, folhear e imediatamente ser capaz de mestrar para seus jogadores usando nada além de ideias genéricas e elementos de roteiro clichês e ainda se divertirem, jogando como dinossauros robôs junto com o exército das cruzadas para defender Wakanda!

Agora não vejo a hora de chegar o final de semana, abrir umas cervejas, e jogar esse FODÃO! Se eu que sou chato gostei, imagina você quando ver o nome das habilidades e ações?

Esse jogo escrito pelo Jay Steven Anyong e publicado pela STARGAZER GAMES, que faz RPGs gratuitos desde 2010! Convido vocês a conhecerem no site www.stargazergames.eu.

Baixe agora mesmo, de graça:

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